O
DIA DE PORTUGAL
10JUN2007
É reprovável
que o fundamental seja confundido com
o particular, que o secundário
obscureça o principal e que o permanente
seja preterido pelo contingente. É
na verdade fantasiosa e aberrante a identificação
de uma data nacional, que desperta ou
concita a adesão cívica
e espiritual de quase todos os Portugueses,
com a data particular que apenas interessa
a uma pequena parte deles.
Através das vicissitudes políticas,
a opção nacional tem sido
sempre respeitada e tenazmente defendida;
o exemplo de isenção partidária
pode ser verificado quando a data festiva
dum regime não merece aos seus
próceres as honras de feriado nacional;
tal atitude mostra o cuidado havido antes
de 1974 em não cavar divisões
entre os Portugueses, e também
em não privilegiar uma dada facção,
ainda que se trate da instalada no poder.
Foi preciso que o poder caísse
nas mãos de mesquinhos e bastardos,
de ineptos e irresponsáveis, para
que se oficializasse a negação
nacional, se exaltasse o desprezo pelos
vultos da História Pátria,
se enxovalhasse o nosso passado de glória,
se injuriassem as mais nobres tradições
da grei e se fizesse o sistemático
apoucamento dos mais genuínos usos
e costumes populares e regionais.
Não admira que num clima de tão
ostensivo suicídio, os valores,
datas e símbolos nacionais sejam
propositadamente feridos, postergados,
humilhados e esquecidos, deixando os jovens
numa ignorância ignara.
Foi necessário que a ideologia
marxista se infiltrasse em 1974 nas estruturas
das forças armadas para que estas,
desvirilizadas e desmoralizadas, se deixassem
insultar e ridicularizar por imbecis e
cretinos de toda a espécie, saídos
das sargetas nacionais e da estranja,
que assaltaram os vários níveis
do poder e, monopolizando a comunicação
social, avocam e exigem o usufruto de
liberdades que afrontam o direito e as
leis.
Na verdade, com o dinheiro sacado aos
portugueses, a TV encheu com liberalidade
os bolsos dos imbecis que usam entregar-se
à alteração da História,
à deturpação intencional
e facciosa dos factos e à exploração
manhosa de respeitáveis e insuspeitos
testemunhos, tudo com o fim de ridicularizar
as forças armadas, envergonhar
os Portugueses e humilhar Portugal.
Os estrangeirados continuam a escarnecer
de todos os portugueses da forma mais
vexatória e odiosa; e as TV's são
dos principais agentes daquele revoltante
comportamento e até dão
guarida e protecção a toda
a cambada desses aventureiros.
Não adiantará muito a tomada
de providências para que aos nossos
filhos e netos seja ensinado o Hino Nacional
e dadas a conhecer as cores da Bandeira
de Portugal, se aos adultos, especialmente
aos anichados nos órgãos
do poder, nas estruturas sindicais, nas
escolas e academias e também na
comunicação social, for
consentido o vilipêndio e a injúria
aos valores e mensagens decorrentes daqueles
símbolos da nossa Pátria.
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