SÓ
UM NOVO 1640 SALVARÁ PORTUGAL!
01DEZ2011
Em 1 de Dezembro
ocorre mais um aniversário do dia
em que os nossos antepassados levantaram-se
em 1640 para sacudir a humilhação
do domínio espanhol que se vinha
exercendo há longos 60 anos, pouco
depois que a Coroa de Portugal ficou à
mercê do monarca de Espanha, por
virtude da morte que El-Rei D. Sebastião
encontrou nos campos de Alcácer
Quibir quando, à testa do exército
invadiu o reino de Marrocos e se propunha
desbaratar as forças árabes
que se lhe opunham.
Os males causados pela dominação
estrangeira haviam-se multiplicado e agravado
extraordinariamente, acelerando uma decadência
que abalava os fundamentos da Nação
e ameaçava comprometer o futuro
de Portugal.
Por isso, a situação ruinosa
que o País tinha atingido inquietava
os patriotas. Cientes de que cabe aos
cidadãos o dever de velar pelo
bem-estar da Nação e pelo
futuro da Pátria, os patriotas
entregaram-se à tarefa de despertar
as consciências adormecidas, reanimar
os tímidos e mobilizar as vontades
para que no momento escolhido para a insurreição,
esta pudesse contar com a imediata participação
de todos os bons portugueses.
E não foi em vão tal esforço
nem perdidos os sacrifícios então
feitos. A despeito da perfídia
dos delatores, da vigilância dos
esbirros e da suspeita dos colaboracionistas,
os principais e mais resolutos dos conjurados
dirigiram-se ao Paço Real na manhã
do 1º de Dezembro de 1640, enquanto
a população de Lisboa, já
alertada, acorria a apoiar a acção
libertadora.
Depois de presos ou mortos alguns dos
agentes e servidores de Filipe IV de Espanha,
o principal lacaio do inimigo, o traidor
Miguel de Vasconcelos foi espadeirado
no canto dum armário onde se escondera
e, logo depois, lançado da janela
para a praça, enquanto os lisboetas
ali reunidos e sublevados foram informados
do fim da tirania e também convidados
a aclamar D. João de Bragança
como Rei de Portugal.
E seguiram-se 30 anos de esgotantes guerras,
durante as quais os nossos Avós
não conheceram lazeres nem puderam
apartar-se das armas, porque volta e meia
tiveram de acorrer às fronteiras
ou às cidades sitiadas, para combater
e expulsar do solo nacional os exércitos
dos invasores espanhóis; ao mesmo
tempo, no Ultramar, as reduzidas e abandonadas
guarnições tiveram de sustentar
uma guerra de igual duração
para bater e escorraçar as forças
holandesas que se haviam apoderado de
extensas regiões em Angola e no
Brasil, além de várias possessões
no Oriente.
Não faltarão verdadeiros
portugueses para, no 1º de Dezembro,
cobrir de flores o pedestal do monumento
erigido na Praça dos Restauradores,
em Lisboa, em comemoração
das brilhantes vitórias alcançadas
pelos exércitos nacionais durante
as campanhas da Restauração
e, também em memória dos
conjurados da revolução
libertadora e de todos quantos então
sofreram e lutaram para nos legar uma
Pátria digna, honrada e livre.
Para retirar o País da situação
em que se encontra hoje é urgente
acudir-lhe de novo, tal como em 1640,
isto é, imitar o exemplo dos bravos
conjurados, despejando pela janela todos
quantos humilham o nosso Portugal.
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