EM
1926 FOI SALVA A DIGNIDADE NACIONAL
28MAI2007
Em 28 de Maio de
1926 as Forças Armadas, animadas
por um sentimento unânime de defesa
da dignidade nacional, resolveram instaurar
um regime de ditadura militar, formando-se
então um governo alheio aos partidos
e às ideologias partidárias,
constituído por técnicos
e peritos em matéria de administração
dos vários departamentos estaduais.
Depois de várias hesitações e peripécias,
de feitas algumas tentativas infrutíferas
e de vencidas várias dificuldades,
apenas em 1928 o País passou a
ter um governo com autoridade, eficiente
e responsável. O facto é
que passados apenas dez anos a face do
País já era inteiramente
diferente, mercê da capacidade,
patriotismo e honestidade dos governantes
e, também, do franco e decidido
apoio da população, Portugal
havia retomado o seu lugar entre as nações
da Europa, passando a estar presente,
de cabeça erguida e livre, como
pedra válida no xadrez da política
internacional.
Tanto os estrangeiros como os nacionais
residentes fora do País puderam
verificar e testemunhar o ressurgimento
experimentado e bem assim o progresso
que beneficiou a terra portuguesa; simultaneamente,
Portugal recuperou o prestígio
e o respeito que a sua fulgurante história
fazia jus, apesar de ter estado privado
de um e outro, ou pelo menos bastante
diminuído, durante mais de cem
anos.
Para que fossem alcançados aqueles
resultados foi necessário pôr
termo às lutas partidárias
e às quezílias que alimentavam
as rivalidades entre as diversas facções,
uma vez que a divisão comprometia
a unidade nacional, punha em risco a independência
do País e consumia os esforços
e recursos necessários à
ciclópica tarefa de retirar a Nação
da injusta situação de miséria
e subdesenvolvimento em que ela se achava.
Os partidos políticos foram banidos,
embora já se achassem desfeitos
por falta de adeptos e também em
face do descrédito em que haviam
caído, tanto os seus programas
ou doutrinas, como também os seus
dirigentes e camarilhas; a Nação,
na sua maioria, farta de sofrer os males
da orgia carnavalesca até então
vivida no plano político, não
regateou o seu indiscutível apoio
ao novo regime e aos seus dirigentes,
cujos objectivos residiam única
e exclusivamente na intransigente defesa
ou salvaguarda dos interesses nacionais.
Com efeito, saneadas as finanças
logo no primeiro ano de governo, foi então
possível levar a cabo a construção
das infra-estruturas e equipamentos essenciais
não só ao bem-estar das
populações, como também
imprescindíveis à revitalização
da anemiada e estagnada economia. Foram
então construídos e reparados
muitos milhares de quilómetros
de estradas, foram renovadas as vias férreas,
melhoradas as comunicações,
construídos portos e erguidas grandes
barragens para a irrigação
dos campos e, muito especialmente, para
a produção de energia eléctrica.
Os serviços de saúde foram
beneficiados com novos hospitais e o ensino
foi dotado de estruturas modernas, tendo
sido construídos, aos milhares
por todo o País, os estabelecimentos
escolares exigidos pelos vários
graus de ensino.
A Marinha de Guerra foi totalmente reconstruída,
tendo sido dotada de navios modernos,
em boa parte construídos em estaleiros
nacionais, passando o pavilhão
português a marcar significativa
presença não apenas nas
águas continentais, na salvaguarda
dos nossos recursos marítimos,
mas também nos mares tropicais
da África, Ásia e Oceania.
Simultaneamente procedeu-se ao rearmamento
do Exército, tendo este sido dotado
não só de material moderno
como também foram construídos
muitos aquartelamentos amplos e capazes
de satisfazer as necessidades de grandes
efectivos. A Aeronáutica Militar
conheceu a maioridade e foi equipada com
importantes oficinas e material de voo
indispensável à instrução
e treino do pessoal e também ao
serviço de campanha.
A economia experimentou um tal desenvolvimento
que o País passou a figurar entre
as duas dezenas de nações
mais desenvolvidas, sendo de relevar a
subida do produto interno bruto, cujas
taxas de crescimento atingiram níveis
invejáveis que prenunciavam um
espectacular desenvolvimento económico.
Por mais que os caluniadores e detractores
do regime do Estado Novo e dos seus dirigentes
pretendam solapar ou diminuir a grandiosa
obra então realizada, tanto no
campo material como no do espírito,
a História não deixará
de apontar aos vindouros que os 46 anos
daquele regime nacional restauraram Portugal
e tonificaram nos corações
e nas mentes dos patriotas o orgulho da
sua qualidade de Portugueses.
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