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CIDADÃOS
CONTRA ABORTOS NO CENTRO DE SAÚDE
Mais de uma centena
de cidadãos de Paredes reclamam
o abandono do "projecto de realização
de abortos" no Centro de Saúde
local, que "desvia recursos de áreas
verdadeiramente prioritárias"
num concelho onde há dez mil pessoas
sem médico de família. A
exigência está expressa em
documento do Movimento de Cidadãos
em Defesa do Centro de Saúde de
Paredes, entregue à Administração
Regional de Saúde do Norte. No
documento, os subscritores pedem "o
aumento do quadro médico e de enfermagem
e o abandono do projecto de realização
de abortos no Centro de Saúde de
Paredes". Dizem os subscritores que
o "serviço de aborto"
de proximidade "não corresponde
a uma necessidade real da população
e desvia recursos de áreas prioritárias
para os utentes e que carecem de atenção".
Os cidadãos subscritores do documento
acusam o Governo de "desistir de
satisfazer os pedidos de médico
de família da população"
que, por sua vez, "começa
a desistir de os apresentar sequer".
"Mas [o Governo] insiste em 'evangelizar'
esta região para o 'admirável
mundo novo' do aborto a pedido, facilitando
o acesso com uma dispendiosa 'via verde'
para quem, no primeiro meio ano, se revelou
mais refractário à 'cultura
da morte'", contrapõem.
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