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FAMÍLIAS
NUMEROSAS EM ESTRASBURGO
No próximo
dia 12 de Dezembro, pelas 14h00, vai realizar-se
em Estrasburgo uma sessão especial
do Intergrupo da Família e Protecção
da Criança do Parlamento Europeu,
a propósito do Ano Europeu para
a Igualdade de Oportunidades e sob o tema
"O desafio demográfico",
com o objectivo de discutir a situação
das famílias numerosas na Europa.
Nessa sessão, será apresentado
um trabalho efectuado pela ELFAC
Confederação Europeia de
Famílias Numerosas como contributo
para um melhor entendimento da verdadeira
dimensão do problema demográfico
e razões para o sucesso de alguns
países a par com um crescente insucesso
noutros. Recorde-se que a ELFAC foi formalmente
constituída em Março de
2004, por ocasião do II Congresso
Europeu de Famílias Numerosas,
realizado em Lisboa, tendo sido eleita
uma direcção provisória
constituída pelo presidente Fernando
Castro (Portugal), vice-presidente Laszlo
Marki (Hungria), secretário Raul
Sanchez (Espanha) e vogais Nell Coumans
(Holanda) e Leonids Mucenieks (Letónia).
A direcção foi recentemente
reeleita na Assembleia-Geral que se realizou
em Outubro em Budapeste, tendo sido reforçada
pelos vogais Samaras Paraskevas (Chipre)
e Fabrizio Maroncelli (Itália).
Recorde-se, ainda, que a ELFAC foi recebida
em Bruxelas em Fevereiro do ano passado
pelo Dr. Durão Barroso, Presidente
da Comissão Europeia, alguns comissários
europeus e vários eurodeputados
a fim de se apresentar e sensibilizar
estas entidades para as dificuldades que
lhes são impostas nalguns países
europeus, curiosamente naqueles em que
é mais acentuada a crise demográfica.
A ELFAC espera que, na sequência
desta sessão, as entidades europeias
passem a ter um maior sucesso nas medidas
a serem recomendadas aos estados membros,
sobretudo aos que continuam a ter baixas
taxas de natalidade e, ainda por cima
decrescentes, como é o caso de
Portugal. Como é evidente, até
pelo resultado obtido nos países
que têm obtido maior sucesso, o
desafio demográfico só é
vencido através de fortes apoios
às famílias com três
ou mais filhos, crescentes em função
do número de filhos, porque são
precisamente os filhos de ordem três
ou superior que irão compensar
aqueles que, com todo o direito, querem
ter apenas dois, um ou nenhum.
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