Alternativa Portugal
NOTÍCIAS - JANEIRO DE 2012


RELAÇÕES PERIGOSAS ENTRE POLÍTICOS E MAÇONARIA

Em Junho, Nuno Manalvo, ex-chefe de gabinete de Isaltino Morais na Câmara de Oeiras, convidou cerca de 40 personalidades para participarem num jantar, através de e-mails onde utiliza uma linguagem claramente identificada com a maçonaria. O grupo de reflexão 'Acreditar em Portugal' criava a iniciativa que era "reservada a membros da casa", a loja maçónica Mozart49.
O jantar tinha como orador Joaquim Aguiar, do Grupo Mello, e seria moderado por António Saraiva, presidente da CIP. Estava agendado para 4 de Julho, um mês depois das legislativas, no restaurante Tasca da Esquina, "do nosso confrade Vítor Sobral".
Na lista de e-mails enviados por Manalvo, estão Luís Montenegro, actual líder parlamentar do PSD, João Paulo Alfaro, ex-espião, Pedro Duarte e Neto da Silva, ex-deputados do PSD, Humberto Pacheco, ex-deputado do PS, e Paulo Noguês, do Instituto Luso-Árabe e da Associação Portugal-EUA.
A Ongoing estava representada por 7 quadros, entre eles o presidente e vice-presidente, Nuno Vasconcelos e Rafael Mora, respectivamente, Jorge Silva Carvalho, ex-director do SIED, Vasco Rato, Agostinho Branquinho, ex-deputado do PSD, e António Costa, director do semanário Económico, propriedade da Ongoing.
E ainda constavam o vice-presidente da CIP, Armindo Monteiro, Álvaro Covões, produtor de espectáculos, António Lourenço dos Santos, ex-secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros do PSD, Amândio Antunes, director-geral da Finaccount, Carlos Veiga, candidato a presidente de Cabo Verde, Luís Carrilho, comandante da polícia em Timor-Leste, José Amaral Lopes, ex-secretário de Estado da Cultura do PSD, general José Cordeiro, da Indústria de Desmilitarização e Defesa, Filipe Costa, ex-chefe de gabinete de Alberto Costa e hoje no ICEP em Xangai, Ricardo Kendall, da Midas, o advogado Rogério Tavares, e Francisco Rodrigues, do SIRP (serviços secretos).
Políticos, serviços secretos e empresários encostados ao Estado que se agrupam em lojas maçónicas para defenderem os seus interesses em prejuízo dos interesses do País.

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