|
PJ APANHA
IMIGRANTE HOMICIDA DE OURIVES
A Quinta do Mocho,
Loures, foi tomada de assalto pelos inspectores
da Polícia Judiciária, fortemente
armados, coletes antibala vestidos. E
o objectivo foi conseguido: apanhar um
dos três homicidas de Lúcio
Costa no assalto à mão armada
à sua ourivesaria, nas Galinheiras,
em Lisboa, a 16 de Dezembro.
Foram levados na mega-operação
suspeitos por crimes diferentes, entre
eles um imigrante angolano, em situação
ilegal no País, co-autor da morte
a tiro de caçadeira que atingiu
na cabeça o proprietário
da ourivesaria Costa, de 65 anos.
O imigrante já está indiciado
por homicídio qualificado pela
cumplicidade com o atirador. Os três
homens, de máscaras, invadiram
a ourivesaria Costa quando a vítima,
Lúcio Marques da Costa, estava
sozinha atrás do balcão.
Dois empunhavam armas de fogo, um de caçadeira
e o outro de pistola, enquanto o terceiro
elemento, ontem preso, levava um martelo.
O assaltante da caçadeira disparou,
escassos segundos depois de terem chegado,
e os três assistiram à morte
imediata do ourives de cabeça
desfeita. E, nessa altura, antes de fugirem,
o homem que levava a pistola ainda abriu
uma mochila onde o cúmplice do
martelo começou a depositar os
vários objectos de ouro que roubaram
de uma prateleira, depois de arrombada
a vitrina à martelada. No final,
os três fugiram num automóvel.
O imigrante africano ontem detido levava
o martelo, com o qual partiu a vitrina
da ourivesaria enquanto o cúmplice
da caçadeira disparou.
Além da detenção
efectuada, nos mais de 20 mandados de
busca domiciliária emitidos, também
havia instruções para encontrar
e apreender nas casas armas de fogo e
objectos suspeitos de serem roubados.
|