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JUNTOS
PELA VIDA ACUSAM DIRECÇÃO-GERAL
DE SAÚDE
Juntos pela Vida
acusam a Direcção-Geral
de Saúde de não revelar
dados recentes sobre as consequências
do Aborto na Saúde da Mulher. A
demissão do respectivo Director
é um imperativo de saúde
pública! Perante as Circulares
Normativas da DGS sobre aborto provocado,
vem a Associação Juntos
Pela Vida relembrar o seguinte: 1. Como
poderá ser recordado do último
debate referendário colocou-se
com agudeza o problema de que o aborto
tinha também impacto na vida da
mulher em que o mesmo era praticado. 2.
Existe um número esmagador de publicações
científicas avaliando esse impacto
a nível físico, psíquico,
relacional, e social. 3. Desde o ano 2000,
considerando só as revistas científicas
credíveis, foram publicados 543
estudos sobre a matéria. 4. A lista
dos efeitos secundários associados
ao aborto enche centenas de páginas
nos livros que se dedicam a compilar toda
a evidência científica. 5.
A própria DGS já reconheceu
oficialmente que seria impossível
fornecer a uma grávida a lista
de todas as possíveis complicações
pós-aborto em virtude desta ser
demasiado grande. 6. Surpreendentemente,
as referências bibliográficas
ínsitas nas Circulares da DGS referem
textos com 28, 26 e 23 anos. Os dados
científicos mais recentes citados
pela DGS têm mais de 7 anos. 7.
Não há nenhum texto da DGS
fazendo uma lista das, por exemplo, 20
complicações mais frequentemente
associadas ao aborto induzido. 8. Os Juntos
pela Vida consideram muito revelador que
no tocante ao aborto por medicamentos,
a maioria dos estudos citados pela DGS
sejam de uma revista sem credibilidade,
propriedade do maior operador privado
da indústria do aborto. Qualquer
artigo publicado por um português
nesta revista não seria considerado
nas avaliações plurianuais
do Ministério da Ciência.
9. Sendo as sequelas psíquicas
uma realidade sofrida por muitas mulheres
que abortam, a DGS apresenta somente um
estudo sobre esta matéria. E cita
o estudo apenas para afirmar que hemorragias
prolongadas são raras
Assim
a Associação Juntos pela
Vida pergunta: Porque teme a DGS
a evidência científica?
É a DGS uma entidade técnico-científica
ou politica? Estará a DGS
empenhada em garantir que o absurdo número
de abortos, lançado pelos defensores
do aborto antes do referendo, venha a
ser atingido ainda que seja necessário
ocultar informações cruciais
às mulheres? A DGS procura
transmitir aos médicos orientações
técnicas, ou prefere propaganda
ideológica produzida pela indústria
privada do aborto? Quando a DGS
não veicula informação
científica recente, isenta e completa,
está a agir por ignorância,
incompetência ou tem outras motivações?
A ocultação dos vários
riscos do aborto para a saúde da
mulher descritos em inúmeros artigos
científicos e ignorados pela Direcção
Geral de Saúde, revela uma negligência
grave por parte desta entidade que está
obrigada a informar com rigor e isenção
com a consequente necessidade de demissão
do Director Geral da Saúde que
deverá ser substituído por
um profissional devidamente qualificado
e competente, independentemente do seu
sentido de voto no último referendo
sobre o aborto.
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