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TERRORISTA
ISLÂMICO DETIDO NO PORTO
Samir Boussaha,
um imigrante argelino de 35 anos, foi
detido no Porto pela PJ por suspeita de
terrorismo, no âmbito de uma operação
com origem em Itália e que se estendeu
ao Reino Unido, França e Portugal,
num total de 16 detidos. Recrutaria muçulmanos
para campos de treino no Afeganistão
e no Iraque e faria parte de uma rede
terrorista com sede em Itália.
Era bastante raro Samir, definido pelas
autoridades italianas como radical islâmico,
andar sozinho no Porto. Segundo um vizinho,
que pediu o anonimato, o argelino "costumava
chegar acompanhado por mais dois ou três
amigos e juntavam-se no apartamento".
Samir Boussaha foi detido pelas 09h00
de ontem quando saía de casa. A
operação foi montada com
toda a discrição e a prisão
foi efectuada por elementos da Direcção
Central de Combate ao Banditismo e investigadores
da PJ do Porto. O mandado internacional
só tinha entrado no sistema horas
antes, mas há muito que as autoridades
vigiavam o suspeito. Sabiam os seus passos,
conheciam todas as suas rotinas, tinham
referenciados todos os seus contactos.
Quando foi interceptado, Samir nem teve
tempo de reagir. Foi imediatamente detido
e durante a tarde foi ouvido no Tribunal
da Relação do Porto por
um juiz desembargador. O magistrado confirmou
a prisão preventiva e Samir Boussaha
vai ser extraditado para Itália
onde decorre o inquérito.
As novas regras da extradição
fazem com que o processo decorra de forma
muito rápida, para que o suspeito
seja julgado em Itália. Em Portugal,
o juiz nem sequer apreciou os indícios
contra o argelino, por o processo correr
noutro país da Europa. Apenas foi
analisada a validade do mandado e se os
crimes que lhe são imputados justificam
a prisão preventiva. O que não
levantou dúvidas ao juiz, já
que o imigrante argelino está indiciado
por terrorismo, auxílio à
imigração ilegal e contrabando.
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