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PORTUGAL
PERDEU 40% DA FROTA DE PESCA
Em duas décadas,
Portugal perdeu 40% da sua frota de pesca.
Com o forte contributo da política
de reestruturação e de abate
financiada pela União Europeia,
passámos de 14 mil embarcações,
em 1986, para as actuais 9 mil. Acresce
que muitos dos barcos de pesca que sobrevivem
foram comprados por espanhóis.
Pescadores e armadores apontam o dedo
ao Estado. O Governo argumenta com a escassez
de peixe e a existência de quotas.
No Porto de Leixões, em 1986, chegou
a haver 14 arrastões a descarregar
diariamente. Em Matosinhos, havia uma
centena de traineiras. Agora há
apenas 23 traineiras entre Caminha e Aveiro
e duas dúzias de embarcações
de pesca artesanal. São 11 os arrastões
inscritos em Leixões, mas só
um (o Península) descarrega naquele
porto. A maior parte foi comprada por
espanhóis e pesca e vende nas regiões
espanholas da Galiza e das Astúrias.
Um cenário que se repete por todo
o país. De um total de 90 arrastões,
20 pertencem a armadores do país
vizinho. Em Sesimbra havia 15 embarcações
a pescar em Marrocos. Com a renegociação
do acordo de pesca, em 2006, 9 foram para
abate e 6 dedicaram-se a actividades como
a pesca de espadarte. Em 1986, Portugal
tinha 41 mil pescadores em actividade.
Este ano, são apenas 21 mil os
pescadores registados para ir ao mar.
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