Alternativa Portugal
NOTÍCIAS - SETEMBRO DE 2007

PORTUGAL PERDEU 40% DA FROTA DE PESCA

Em duas décadas, Portugal perdeu 40% da sua frota de pesca. Com o forte contributo da política de reestruturação e de abate financiada pela União Europeia, passámos de 14 mil embarcações, em 1986, para as actuais 9 mil. Acresce que muitos dos barcos de pesca que sobrevivem foram comprados por espanhóis. Pescadores e armadores apontam o dedo ao Estado. O Governo argumenta com a escassez de peixe e a existência de quotas. No Porto de Leixões, em 1986, chegou a haver 14 arrastões a descarregar diariamente. Em Matosinhos, havia uma centena de traineiras. Agora há apenas 23 traineiras entre Caminha e Aveiro e duas dúzias de embarcações de pesca artesanal. São 11 os arrastões inscritos em Leixões, mas só um (o Península) descarrega naquele porto. A maior parte foi comprada por espanhóis e pesca e vende nas regiões espanholas da Galiza e das Astúrias. Um cenário que se repete por todo o país. De um total de 90 arrastões, 20 pertencem a armadores do país vizinho. Em Sesimbra havia 15 embarcações a pescar em Marrocos. Com a renegociação do acordo de pesca, em 2006, 9 foram para abate e 6 dedicaram-se a actividades como a pesca de espadarte. Em 1986, Portugal tinha 41 mil pescadores em actividade. Este ano, são apenas 21 mil os pescadores registados para ir ao mar.

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